Mostrando postagens com marcador Estendendo a Mão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estendendo a Mão. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de janeiro de 2010

Noite


O que é a noite além de bela, fria e solitária?
O que possui o céu para além das estrelas?
Fixo olhar no infinito
Paradoxalmente apaixonante e tenebroso.

Beatriz, 26 de fevereiro de 2008

*Último poema publicado em "Estendendo a Mão"

Ingratidão


Estava ali, como entardecer de um dia, como noite em lua cheia
Estava ali, tesouro longínquo, não obstante presente
Para se admirar, somente, sem palavras
Para se sentir, inexpressível
E eu, esqueci-me de agradecer, porque não vi.


Beatriz Souza, 18 de fevereiro de 2008

Nosso mundo


Meu mundo só, seu mundo só
Quando acabar, que fique tudo bem
Com um abraço apertado, quente
Com palavras silenciosas de perfeito "Amo-te"
Com olhar seguro e tranqüilo de "Quero-te"
Quando chegar, que seja lugar seguro
Com palavras mudas que se dizem apenas com o olhar
Como notas musicais suaves e alegres como o voar de uma borboleta

Beatriz, 1.º de fevereiro de 2008

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nada mais


Acordei sozinha em lugar desconhecido.
Meu coração estava confuso entre um misto de solidão e liberdade.
Despida caminhei em direção à água.
Não havia nada além de céu, areia e mar.
Lembrei-me do tempo de criança... dos abandonos, das frustrações...
em que eu ficava denconsolada naquela imensidão.
Havia alguma coisa que dizia que tudo seria muito diferente.
Passou-se muito tempo e, tempo rápido para pouca vida.
Novamente olho para essa vastidão de água e sal.
Confusa, sem saber o que foi que aconteceu e o que irá acontecer...
Sem saber o que pensar, o que desejo e como parei nesse labirinto sem fim
De tempo em tempo, levanta-se um vento forte
Olhos de areia, garganta de sal...
Debaixo de sol quente dia inteiro, pele arde
Tanta água que não mata sede alguma
Vai chegando noite novamente, eu e nada mais

Beatriz Souza, 25 de novembro de 2007

Água límpida


Desejo dessa água límpida, dessa luz de cristais
Desse céu infinito, desse som e de paz
Desejo essa rara beleza, seja sonho ou fantasia,
Desejo-me flutuando e no rosto a brisa fria
Respiro fundo... fecho os olhos... e adormeço
Já sinto o vento de leve tocando os pés
Mas como sonho é: já não flutuo entre as nuvens.
Sem que eu perceba, vejo-me boiando
Desejo dessa água límpida, banhando-me com sabedoria
Desse céu infinito, inspirando-me de alegria.

Beatriz, 28 de outubro de 2007

Brilho solitário


Dizendo adeus ao passado
fazendo as pazes com o espelho, com a balança,
com o sol lá fora, com a vida lá fora...
silenciando ao rumor de mau-humor
inspirando ar de leveza e sabedoria

Do outro lado do mundo, palavras suplicantes
de um pouco de atenção às entrelinhas...
Em declaração explícita, de alma rasgada, aberta às chagas do amor
O que me é claro, como claro é o dia,
mas que não me impede de não ter uma resposta, uma reação

Entre um e outro, um terceiro,
um quarto, um quinto
somos muito(s) solitários nesses eternos infinitos
cada qual com suas luzes compondo brilhos diversos

Beatriz, 07 de outubro de 2007

Solitários


Ando
incansavelmente por esse deserto
dias de calor, noites de frio
seco e sede
úmidos, apenas meus olhos quando aperta a solidão
olho para o céu, miro estrelas, busco outro mundo, outros planetas
quero enxergar, quero ouvir, quero sentir
(talvez haja algum outro solitário além de mim)
e grito rumo ao infinito:
- tem alguém aí?

Beatriz, 24 de setembro de 2007

Brilho da estrela


Enquanto houver o brilho de uma estrela,
ainda que pequeno
ainda que longínquo e sereno
ainda que piscar lento
Haverá olhares admirados, pensamentos atentos,
corações sensíveis, sentimentos bons
...
Enquanto houver uma estrela no céu ou no mar,
ainda que solitária
ainda que esteja distante ou profundo
haverá quem possa observar e se encantar
...
Pode ser que as estrelas não realizem nossos desejos,
mas ao menos passamos a acreditar.

Beatriz, 19 de setembro de 2007

Sentimentos confusos


Entre Céu e Terra, terra e mar
Entre preto e branco, fogo e ar
Entre riso e lágrima, estrela e luar
Entre sol e chuva, flor e pomar
Entre água e vinho, gosto e sabor
Entre claro e escuro, luz e pavor
Entre bem e mal, ódio e amor
Entre aparentes opostos, vivo vacilando entre um e outro
Sem saber a qual pertenço, misturando em muito e pouco
Foi. Tudo voltou à realidade. Só os pensamentos é que ficaram confusos
Os sentimentos, de ponta-cabeça (e de pernas pro ar).

Beatriz, 21 de agosto de 2007

Invasão de privacidade


Estas palavras compõem-se em poesia
Nestas palavras, impressões incompletas
de um pensamento em outros gêneros literários

Silencie sua dúvidas, abrande sua ira
Dispense a gentileza, guarde seus conselhos

Ei! Ei! Corte as intimidades!
Corte as intimidades, porque não te conheço
E dispenso a companhia

Nestas palavras, não sou eu
Estas palavras não são para você.

Beatriz, 12 de agosto de 2007

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Outra despedida


Não queria falar por metáforas,
mas em cada partida, leva um pedaço de mim.
Sinto meu coração apertado, de uma ausência,
um vazio que não sei explicar.
De tão doloroso e triste,
lágrimas surgem e escorrem pelo meu rosto.
Sinto-me impotente por não poder impedir que você vá embora.
Será preciso alguns dias para me acostumar novamente...
Mas como me acostumar com a alegria repentina e breve
que logo se esvai com sua partida?
Como me acostumar com a despedida,
quando o retorno é incerto?
Como me acostumar que tudo, nada tenho
no segundo presente, no segundo seguinte?

Beatriz Souza, 1º de agosto de 2007

De coração aberto


Deve haver um motivo...
Quando quiser falar, a porta está aberta
Talvez haja um erro...
Quando quiser perdoar, os braços estão abertos
Por favor,
não converta em mal, o que se fez por bem
compreenda cada motivo, as chagas estão abertas
Quem sabe resta esperança
Quando quiser voltar, o coração permanece aberto

Beatriz, 30 de julho de 2007

Solitário barco


Outro barco segue ao longe...
O sol vai se pondo e eu dizendo, é cedo
A noite é fria, vou ficar sozinha, não vá
Folha de palmeira balança, vai escurecendo
Para onde segue
Se desaparece no horizonte sem voltar para mim?

Beatriz, 21 de julho de 2007

Barco solitário


Sua vida segue como um barco solitário
durante o entardecer
O vermelho-sangue pintado no céu, ressentimento?
O amarelo-ouro refletido na água, orgulho ferido?
Luta vã contra o vento e a vida
E quando não há mais velejo
Afunda-te, banhando em lago brando e esquecido.
Beatriz, 08 de julho de 2007

Serenidade II


De repente, a serenidade
De repente, um clarão de luz
De repente, o calor do sol
De repente, o azul do céu
De repente, a brisa suave
De repente, o ar pelos pulmões
De repente, meu corpo ao chão
A serenidade, os pensamentos tranquilos, uma visão agradável, um som ambiente...
Uma borboleta, uma flor, uma libélula, um amor, uma rosa, uma cor
De repente, a harmonia
De repente, a sombra das folhas
De repente, o friozinho de fim de tarde
De repente, o colorido do pôr-do-sol
De repente, minha respiração
De repente, meu corpo bailando girando em canção

Beatriz, 1º de julho de 2007

Música de amor


Apenas...
Me olhe nos olhos. Assim, fixados nos meus,
teus olhos irão compor a letra
Me abrace. Assim, encostado ao meu,
teu coração trará o ritmo
Respire. Assim, afinada à minha,
tua respiração me trará a melodia
Dessa música envolvente que se chama amor.


Beatriz, 10 de junho de 2007

Sonhos Pueris


Tinha sonhos pueris
Alma ingênua, pisou em ninho de cobras
E na sua imaturidade, mal percebeu
a falsidade venenosa camuflada
Feriu-se.
Derramou-se o pranto
Em lágrimas de sangue
Não compreendeu os seus erros
Perguntou-se sobre o sentido da vida
E como resposta: insignificância sofrida
Ausências, vazios...
Novamente feriu-se.
Banhou-se em pranto
Despida em lágrimas de virgem patética.

Beatriz, 28 de maio

domingo, 24 de janeiro de 2010

Últimas palavras


Quais foram nossas últimas palavras?
Não faz sentido que ofereça palavras
E que me queiras muda
Palavras, ainda que sem sentido, são esperança, liberdade e dão asas para voar.
E nesses dias estranhos, se põem a perguntar:
Qual é a razão de ser das coisas?
Há vazio por todos os lados, nas horas, nos dias, nos meses...
E o que se deseja, afinal?
Para além do cinza e da névoa desejo focalizar...
É preciso seguir, ainda que o mundo perfeito resolva me barrar.

Beatriz, 15 de maio de 2007

Loba Sofia


Sua sombra segue meus passos
pelas ruas estreitas, vielas, becos sem saída.
Ouço seus passos velozes, sua respiração.
Coração disparado, corro e perco a direção.
Vacilo, tropeço e caio no chão.
Rastejo e escondo-me no escuro de um corredor.
Vejo teus olhos luzentes e prendo a respiração.
Tu não me vês, farejas-me
Como um cão cego sem dono...
Mas eu não sou sua,
a sua Sofia.

Beatriz, 03 de maio de 2007

Ausência


Estive aqui durante sua ausência
Trazia uma flor e um coração
que não cabia em mim
Falei sozinha, gaguejei sentimentos
E tudo o que sentia em mim
Esperei sua chegada
O tempo passou e você não retornou
Busquei inspiração em cores contra o cinza
que começava a formar em mim
Onde estavam os olhos azuis, amarelos, verdes, cor laranja e lilás?
Perdi minha identidade
E também o brilho do olhar
Alvos estão meus cabelos
e enrugada a minha pele
Estive aqui durante sua ausência e envelheci.

Beatriz, 1.º de maio de 2007